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7 erros que abrem caminho para pragas em casa e no comércio

Por Renata Siqueira Moraes · Publicado em 26/10/2026 · Atualizado em 26/10/2026

7 erros que abrem caminho para pragas em casa e no comércio

Na Baixada Santista, a combinação de calor, maresia e umidade alta durante boa parte do ano cria um ambiente confortável para baratas, formigas, ratos, escorpiões e mosquitos. Em muitos casos, a infestação não começa por acaso, e sim por pequenos hábitos repetidos em casas, apartamentos e comércios de Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão e Bertioga. Reunimos abaixo sete erros que aparecem com frequência no material organizado pelo portal Santex Controle, com o motivo de cada um e o que costuma ajudar a corrigir. A lista não substitui a avaliação de um profissional no local, mas ajuda a reconhecer onde está a origem do problema antes que ele cresça.

1. Deixar o lixo orgânico exposto durante a noite. Ratos e baratas são mais ativos depois que escurece, e um saco aberto na área de serviço ou na calçada funciona como um convite. No litoral, restos de peixe, camarão e frutos do mar têm cheiro forte e atraem pragas de longe. O que ajuda: lixeira com tampa que vede de verdade, saco duplo para restos de pescado, lavagem semanal do recipiente para tirar o chorume acumulado no fundo e respeito ao horário de coleta da rua ou do prédio. Colocar o lixo na calçada horas antes do caminhão passar é uma das causas mais comuns de ratos circulando em calçadas de bairros residenciais.

2. Ignorar a umidade escondida. Pequenos vazamentos sob a pia, rejuntes soltos no box, paredes com mofo no térreo e garagens mal ventiladas criam pontos úmidos que baratas, traças e cupins subterrâneos procuram. Em imóveis próximos da orla, a umidade do ar já é elevada, e qualquer infiltração somada a ela forma um microclima favorável. Vale abrir os armários de pia uma vez por mês, observar manchas que voltam depois de limpas e checar se o sifão está firme. Manter janelas abertas em dias secos e afastar móveis alguns centímetros das paredes externas reduz bastante a condensação.

3. Tratar o cupim como problema só de madeira velha. Existem dois tipos que preocupam mais. O cupim de madeira seca vive dentro de móveis, batentes e forros e denuncia sua presença com pequenos grãos parecidos com areia ou sementes de gergelim no chão. O cupim subterrâneo vem do solo e constrói túneis de terra pelas paredes, rodapés e tubulações, além de revoadas em noites quentes depois da chuva. Em reformas, o cuidado é redobrado: madeira de demolição não deve ser reaproveitada sem inspeção, e armários embutidos novos merecem uma verificação da parede antes da instalação, porque esconder um ninho atrás de um móvel planejado é um erro caro.

4. Usar inseticida doméstico como solução definitiva. O spray resolve o inseto que está à vista, mas pode espalhar baratas para outros cômodos e fazer colônias de formigas se dividirem, o que multiplica os focos. O uso repetido do mesmo produto também favorece insetos mais resistentes. Produtos domésticos têm papel pontual; o controle de uma infestação estabelecida costuma exigir diagnóstico do foco e técnicas que só o uso profissional permite. No caso dos escorpiões, presentes em áreas com entulho e galerias, o inseticida comum tem pouco efeito: o que reduz o risco é eliminar entulho e restos de obra, telar ralos e vedar frestas de portas.

5. Esquecer ralos, caixas de gordura e a caixa d'água. Ralos sem tampa ou com grelha quebrada são a principal via de entrada da barata de esgoto, a maior e mais comum nas cidades da região. Em restaurantes e lanchonetes, a caixa de gordura sem limpeza periódica acumula resíduos que atraem baratas e ratos e provocam entupimentos. Já a caixa d'água sem tampa adequada ou com frestas vira criadouro de mosquitos e acumula sujeira. Uma referência comum é limpar o reservatório a cada seis meses, verificando também a tampa e a tela do extravasor.

6. Não ler com atenção o que está no contrato da dedetização. Antes da aplicação, vale saber quais produtos serão usados, quais ambientes serão tratados, se há retorno previsto e por quanto tempo vale a cobertura do serviço. A periodicidade muda conforme o uso do imóvel: em residências, intervalos semestrais ou anuais costumam ser suficientes quando não há histórico de infestação, enquanto cozinhas comerciais e restaurantes normalmente precisam de intervalos bem menores. Com crianças e animais de estimação em casa, pergunte o tempo de reentrada, recolha brinquedos, potes de ração e água, cubra aquários e só libere os ambientes depois do prazo indicado pelo profissional.

7. Achar que o problema é só do seu apartamento. Em prédios, baratas e ratos circulam por shafts, garagens, casas de lixo e áreas técnicas, e tratar uma unidade isolada costuma trazer alívio curto. Pombos em marquises, telhados e caixas de ar-condicionado acumulam fezes e ninhos que sujam fachadas e trazem ácaros. Nesses casos, o caminho é levar o assunto ao síndico e à assembleia, para que áreas comuns sejam tratadas de forma coordenada, com telas e barreiras físicas nos pontos de pouso das aves.

Corrigir esses sete hábitos não exige grandes obras, apenas atenção constante a lixo, umidade, frestas e manutenção. No clima da Baixada Santista, a prevenção traz mais resultado quando vira rotina, e não reação a um susto na cozinha. Se mesmo assim os sinais persistirem, observar onde e quando as pragas aparecem já ajuda muito o profissional que fizer a avaliação no local.